Estátua da Liberdade: Parte 3 – Coroando…

… ou não.

Como eu já falei na primeira postagem sobre o assunto, em 2012 a Estátua da Liberdade estava fechada para visitação. Por isso, só peguei a balsa para Staten Island e passei em frente.

Em janeiro desse ano, decidimos que iríamos fazer da melhor maneira, iríamos até a coroa!

Bom. Vou começar explicando os valores, para não ficar só na questão de “jogar dinheiro fora” ou não. 

Quando entra no site para comprar seus ingressos, você encontra três opções de reservas para cada faixa etária. Na verdade são quatro, mas estou descartando a “Had Hat Tour”, que é um passeio guiado pelo lado sul de Ilha Ellis. As três opções que vou focar são “Reserve Only”, em que você não sobe em porcaria nenhuma; “Reserve with Pedestal Access”, onde, se você tiver um mínimo de conhecimento de inglês, já deu para perceber que vai até o pedestal da estátua; e “Reserve with Crown Ticket”, subindo a porra toda, chegando lá na coroa! Irado, né? Não!

À esquerda, mais um barco da Statue Cruises aguardando o embarque dos turistas em Battery Park.
À direita, a diferença entre as opções de ingressos disponíveis aos visitantes da Estátua da Liberdade.


O preço de subir até o pedestal ou ficar em baixo, passeando pela ilha é o mesmo: US$ 18,00 para os adultos (de 13 a 61 anos). Para ir até a coroa, custa US$ 21,00, só três dólares a mais. Como eu disse, não é uma questão de jogar dinheiro fora, já que a diferença é bem pequena.

A minha intenção não é desencorajar ninguém a subir, mas vou falar o motivo pelo qual EU não iria novamente. 

Você tem que subir escadas. Mas não são escadas comuns, são escadas em caracol! Se você mora em casa ou apartamentos de dois ou mais andares, pode pensar: “bobagem, eu já estou acostumado”. Subir um ou dois andares não é problema. O problema é subir aquilo tudo. Depois, vem o outro problema, já que “tudo o que sobe também desce”, e desce de escada em caracol.

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Parte da escada, com uma das plataformas de descanso disponíveis no meio do caminho.

Eu sou um sujeito grande. Tenho 1,88 m, peso aproximadamente uns 130 kg, sou gordo, sou meio forte e calço 45. Além disso, sou louco por fotografia. Vou listar todos os meus problemas, mas esperem um pouco, antes de me julgarem ou deduzirem que eu não gostei por causa disso. 

Por causa da minha altura, eu subi e desci parecendo o defunto de “Um Morto Muito Louco”, já que o “teto” da escada ficava colado na minha cabeça. Se não bastasse a falta de espaço vertical, pela minha composição corporal “gordo e forte”, as escadas desse tipo são desagradavelmente estreitas, ainda mais para um idiota como eu, que resolve subir carregando uma câmera profissional e três lentes! Suficiente? Não! Eu calço sapato tamanho 45 e meus pés não cabiam “confortavelmente” nos degraus.

Antes de acharem que o problema é comigo, a esposa do meu primo, que estava com a gente, é baixinha, em forma e deve calçar uns 35. Ela desistiu no meio do caminho.

Minha irmã, praticante de corrida de rua, com uma boa composição física, 1,70 m de altura, além de chegar cansada, também reclamou do tamanho dos degraus e chegou com dor de cabeça, ou seria dor na cabeça? Por causa da falta de espaço, ela deu uma cabeçada em um dos últimos degraus. E ainda aturou o “Park Ranger”, mais conhecido como guardinha, rindo da cara dela.

Janelas pequenas e fechadas, vidros sujos e pouco espaço atrapalham a
vista dos visitantes que chegam à coroa da Estátua da Liberdade.

Ok. É sacrificante, mas a vista deve ser inigualável! Mais uma vez, NÃO! A vista não é nada demais! Quando você chega ao topo, tem uma plataforma, em semi círculo, com um diâmetro de uns 2,5 m a 3 m. Sim! Dois metros e meio a três míseros metros! As janelas da coroa são ridiculamente pequenas, algumas têm muita sujeira no vidro e elas dificultam a visão. Nas que você consegue enxergar, tem uma vista legal, mas que é pior que a vista que se tem do pedestal! Para tentar ser justo, tentei fotografar a mesma paisagem dos dois lugares.

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O sul de Manhattan retratado de locais diferentes: a coroa e o pedestal da
Estátua da Liberdade. Na foto de cima, é possível observar parte da coroa.

Outra coisa, como eu disse, a plataforma é uma meia-lua, o que significa que você tem 180º de visão, enquanto a plataforma é ao redor da escada, com 360º de paisagens, sem janelas fechadas ou sujas, somente uma mureta, que serve até de apoio, caso queira fazer uma foto mais elaborada ou, simplesmente, se apoiar para observar a vista.

Numa boa! Se quiser subir, suba. A diferença de preço é mínima. Mas, como eu disse, eu não subiria novamente.

Ah! Mais um detalhe: somente 240 pessoas por dia podem subir até a coroa. Então, se mesmo depois do meu conselho você ainda quiser ir até lá, trate de reservar seu ingresso com antecedência.


Sobre as fotos:
Uma dica legal é usar uma câmera que tenha um bom “zoom” ótico, que não tem a mesma perda de definição que o zoom digital. Usei uma tele na minha Canon EOS T4i, para pegar alguns detalhes, como a o rosto da Estátua da Liberdade (240 mm) e o barco em Battery Park (220 mm), a cerca de 2,7 km de onde estávamos. 

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