Além dos golfinhos…

Eu não ia falar de Orlando agora, logo depois de fazer a avaliação dos hotéis de lá, mas fui forçado. Deu alguma cagada em um dos meus HDs externos, justamente no maior, então fiquei muito limitado de fotos. E, apesar de ser primeiro de abril, não é mentira.

Como gosto de ilustrar minhas postagens com fotos e vídeos, foi a opção que me restou, já que o que não me falta é foto de Orlando!

Na verdade, esse é um post que eu fiquei devendo, ainda no blog antigo. Então, já que fui forçado, vamos pagar essa dívida.

Muita gente me pergunta se vale a pena ir ao Discovery Cove, mas isso é uma coisa muito pessoal. É complicado dizer o que vale ou não a pena, já que é uma questão de gosto. Eu acho que isso depende do quanto você quer fazer alguma coisa.

Foto: Fernando Andrade

Visitantes interagem com golfinho do Discovery Cove.

A exemplo do que fiz quando falei sobre subir ou não até a coroa da Estátua da Liberdade, vou falar se eu voltaria ou não ao Discovery Cove, mas, repito, não é uma questão de valer ou não a pena, mas de querer ou não fazer algo.

Primeiramente, passar o dia no Discovery Cove não é barato. Se você já pensou em fazer isso e fez uma pesquisa de preços, certamente, já percebeu isso. E os preços variam, sendo mais barato para quem não vai nadar com os golfinhos.

A parte dos golfinhos, certamente, é a mais conhecida, além de ser a razão pela qual 99% dos visitantes decidem comprar o ingresso. O outro 1%, provavelmente, é formado por pais, avós e responsáveis que não fazem muita questão, mas que decidem acompanhar a família.

Foto: Fernando Andrade

Além de nadar e interagir com os visitantes, os golfinhos dão show de saltos e piruetas na piscina.

Vou finalizar a parte dos golfinhos, antes de falar do restante.  Se você optou por nadar com os golfinhos, seu grupo vai ter um horário agendado. Na hora marcada, você chega ao ponto de encontro sem joias, acessórios ou qualquer outra coisa que possa se desprender e colocar em risco a saúde dos animais.

Pela mesma razão, não é permitida a entrada na água de visitantes com câmeras, mesmo as que são à prova d’água. Apesar disso, funcionários do parque estão por lá com o equipamento deles, clicando cada momento seu os golfinhos, para disponibilizar as fotos para compra. “Ah! Então é por isso que eles não deixam! Querem vender as fotos deles! Malditos yankees capitalistas!” Antes de soltar seu pensamento de esquerdista revoltado, eles te deixam tirar uma porrada de foto, se estiver fora da piscina. Eu mesmo recebi a indicação de um funcionário sobre um bom local para fotografar meus passageiros interagindo, beijando e nadando com os golfinhos. Agora, imaginem, por mais que você seja cuidadoso, que prenda a sua câmera, etc., ter que garantir que nenhum visitante vacile e coloque os animais em risco.

Fotógrafos profissionais estão preparados para clicar cada momento de interação dos visitantes com os golfinhos.

Fotógrafos profissionais estão preparados para clicar cada momento de interação dos visitantes com os golfinhos.

Agora que já falamos das estrelas do parque, vamos ao resto.

O Discovery Cove oferece aos visitantes uma experiência all-inclusive. Ao chegar, você recebe toalha, roupa e um snorkel (aquele tudo de respirar em mergulhos), sendo que esse último é seu, pode levar para casa.

Durante todo o dia, você tem comidas e bebidas liberadas, incluindo cerveja gelada e vinho, para os maiores de 21 anos.

De 8:30 às 10h, é servido um café da manhã completo, no sistema de buffet, com waffles, pães, ovos, bacon, linguiça, sucos, café, leite, achocolatado, blá, blá, blá… Depois, de 11h às 15h, o buffet do almoço traz massas, carnes vermelhas, frango, peixes , saladas, batata frita e muito mais. Não sei se o carpádio é sempre mesmo, mas comi um mac ‘n’ cheese e uma costela que, se coubesse, eu teria repetido umas quinze vezes.

Nos quiosques, você também pode pegar refrigerante, cerveja, vinho e lanches à vontade, durante o dia.

Apesar de o rango ser liberado, cuidado para não deixar a comida abandonada na mesa. Tem “gente” que fica só esperando os visitantes levantarem para pegar o guardanapo ou um canudo.

Foto: Fernando Andrade

Pássaros aproveitam o momento de distração e atacam o café da manhã dos visitantes.

Se, por acaso, você não tiver alimentado os pássaros contra sua vontade, com o seu café da manhã ou almoço, pode fazer isso da maneira correta, no aviário com mais de 250 espécies de pássaros. É só chegar e pedir o potinho de comida. Na verdade, é muito parecido com o aviário de Busch Gardens, mas no Discovery Cove o alimento para os pássaros também já está incluído.

Esticando o braço com o potinho, muitos pássaros pousam em você para se alimentar. Na verdade, se você não esticar, ou nem tiver o pote de comida, ainda corre o risco de pousarem em você. As aves já estão bem acostumadas com os visitantes, o que permite uma boa interação.

Visitantes podem interagir com mais de 250 espécies de aves, de diversas regiões do mundo.

Visitantes podem interagir com mais de 250 espécies de aves, de diversas regiões do mundo.

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Em piscinas diferentes das onde ficam os golfinhos, também é possível nadar com diversos tipos de peixes, incluindo arraias. E essa opção está disponível para todos, mesmo os que optaram pela opção menos cara de ingresso, aquela que não dá direito a interagir com os golfinhos.

Para escapar do calor, bancos dentro da piscina são a opção ideal para os mais preguiçosos.

Para escapar do calor, bancos dentro da piscina são a opção ideal para os mais preguiçosos.

Se você for mais preguiçoso e não quiser interagir com bicho nenhum, o Discovery Cove oferece espreguiçadeiras e bancos, para relaxar, fazer a digestão de toda a comida que você mandou ver ou, simplesmente, deixar o tempo passar, seja na água, seja na areia da praia artificial.

À beira da piscina, espreguiçadeiras para quem quiser deitar e pegar uma corzinha.

À beira da piscina, espreguiçadeiras para quem quiser deitar e pegar uma corzinha.

Bom… Diante de tudo isso. Eu voltaria ao Discovery Cove ou não?

Com o ingresso caro (dependendo da data, pode beirar os US$ 500,00), eu até voltaria, mas me planejaria bastante para isso. Na verdade, como é uma das “dívidas” que tenho com a minha irmã, provavelmente voltarei, mas que deve ser daqui a uns anos.

 

Dicas de foto:
1 – Por mais que alguns animais, como os pássaros do Discovery Cove, já estejam acostumados com a presença humana, muitos ainda se assustam. Então, use o zoom da sua máquina, ou a tele, para fotografá-los de uma distância um pouco maior, garantindo que eles fiquem mais confortáveis e garantindo resultados mais legais.

2 – Em ambientes artificiais, geralmente, telas e grades podem deixar as suas fotos mais sujas. Isso acontece em aviários e zoológicos. Além do zoom, ajuste o foco de sua câmera para o animal que deseja fotografar, permitindo que o segundo plano, ou o fundo, fique desfocado. Uma maneira de fazer isso é uma abertura que não seja tão pequena, como f/5, por exemplo, mas que ainda permita que você identifique outros elementos que fazem parte da composição daquele cenário, como as árvores. Lembrando sempre que, como já falei em outra postagem, uma abertura f/22 é menor que uma f/5. E quanto menor a abertura, maior a profundidade focal, ou seja, mais coisas em foco.