Nova York para os duros – Lista 1

Se você der uma pesquisada no Google, vai achar uma porrada de dicas de programas gratuitos, ou quase, em Nova York. Então, se já tem tantos, qual o motivo de fazer mais um?

O motivo é simples: eu quis!

Estou de sacanagem, não é só por isso, não. É que eu acho que sempre vai ter alguma coisa nova. Como são muitos blogs e guias diferentes, sempre vai ter alguém colocando algo de novo ou deixando alguma coisa de fora. E eu espero que alguma dica seja novidade para você. Nem que seja uma só!

Além disso, muitos brasileiros continuam indo à “cidade que nunca dorme”, mesmo com o preço do dólar. Mas, depois que a fatura do cartão chega, dá aquele arrependimento. Acredite, passei por isso no início do ano. Então, quero ajudá-lo a diminuir o sentimento de culpa.

Como tem muita coisa, vou dividir essas dicas em várias postagens, para não ficar cansativo demais. Alguns posts serão como esse, com uma lista. Outros, das atrações que eu achar mais relevantes, vou tratar de um assunto só.

A primeira dica que eu posso dar, na verdade, já foi dada. Foi a primeira postagem que eu fiz aqui no blog (clique para ler os detalhes): pegar a balsa que passa em frente a Estátua da Liberdade.

Foto: Fernando Andrade

Galeria da Leica, em Manhattan, traz mostras diferenciadas de fotografia.

Na segunda, como o blog também fala de fotos, vou falar de um dos meus lugares preferidos em Manhattan: a Leica Gallery. A Leica, para você que não sabe, é fabricante das, possivelmente, melhores câmeras fotográficas do mundo! Dito isso, parece até desaforo que a única foto que eu tenha do lugar é a que está aqui em cima, tirada com a câmera vagabunda de um iPod antigo! O tal do Murphy, aquele filho de uma “profissional do séquisso”, daquelas que levam “cinco real prá fazer caridade”, determinou que, pela lei dele, eu não deveria ter bateria em nenhuma das minhas câmeras, nesse momento.

A Leica possui uma galeria no número 670 da Broadway. Na primeira vez em que estive lá, em 2012, havia uma exposição do fotógrafo oficial da Casa Branca, Pete Souza. Da última vez, em janeiro desse ano, a mostra trazia fotos históricas e de época, como o último jogo de Babe Ruth pelos Yankees.

A galeria, que abriu em 1994 e já recebeu mais de 200 exibições diferentes. Se você curte fotografia, vale muito a pena!

As exposições são variadas, indo desde fotos icônicas a artísticas, passando por imagens marcantes do fotojornalismo. Tem que dar uma conferida no site deles, para ver o que vai estar em cartaz quando você estiver por lá.

Localização: 670 Broadway – As estações de metrô mais próximas são: Bleecker St (linhas 4 e 6), Prince St (linhas N, Q e R) e Broadway-Lafayette St (linhas B, D, F e M).

Foto: Fernando Andrade

Perto da Galeria da Leica, a Washington Square possui a sua versão do Arco do Triunfo.

A terceira dica de programas gratuitos que posso dar: as praças e parques de Nova York! E não falo só do Central Park. Na verdade, muitos “parques” de NYC parecem mais com praças, por não serem tão grandes.

“Porra! Praça? Tá de sacanagem?” Não estou de sacanagem, não! Manhattan tem uma porrada de praça, todas muito bem cuidadas e bem bonitas. Às vezes, sentar por alguns minutos no banco de uma praça, comer alguma coisa e descansar, enquanto vê a correria do povo nova-iorquino é o que você precisa para recarregar as baterias e seguir com sua caminhada.

A Washington Square, por exemplo, fica bem perto da Galeria da Leica. No lugar, que conta com uma versão novaiorquina do Arco do Triunfo, quando o tempo está bom, artistas de rua tocam seus violões tranquilamente. O lugar também é ponto de encontro de estudantes, até pela proximidade com a NYU (New York University).

Em frente à prefeitura e ao lado da entrada da Ponte do Brooklyn, o City Hall Park é mais um dos belos espaços públicos de Manhattan.

Em frente à prefeitura e ao lado da entrada da Ponte do Brooklyn, o City Hall Park é mais um dos belos espaços públicos de Manhattan.

Em frente à prefeitura, o City Hall Park, com seu chafariz, é um exemplo de parque que mais parece uma praça. O lugar é bonito, bem arborizado e merece uma visitinha, quando for visitar a ponte do Brooklyn, que é logo ao lado.

Foto: Fernando Andrade

Talvez a mais visitada das pontes de Nova York, a ponte do Brooklyn é famosa por sua composição de cabos e recebe, além de turistas, muitos pedestres e ciclistas, que fazem a travessia entre Brooklyn e Manhattan.

Eu não sou arquiteto, engenheiro ou especialista em pontes, mas acho que as de Nova York dão uma identidade visual diferente à cidade.

A Ponte do Brooklyn, a mais famosa de todas, foi inaugurada em 1883. Na época, tornou-se a maior ponte em suspensão do mundo, com 1.825 m, além de ser a primeiro do gênero a utilizar cabos de aço.

Além da Ponte do Brooklyn, outra que liga os dois “boroughs” (distritos ou bairros, não sei exatamente a definição aqui no Brasil), é a ponte de Manhattan. Ela também é suspensa por cabos, tendo sido inaugurada em 1909. O acesso dela fica pertinho de Chinatown.

Foto: Fernando Andrade

A ponte de Manhattan, inaugurada em 1909, é mais uma ligação entre Manhattan e Brooklyn.

Gosto muito de outra que cruza o East River, a Queensboro Bridge, ligando Manhattan ao Queens. Ela também é bem antiga, de 1909. A ponte tem dois andares para o tráfego de veículos, faixa de pedestres e ciclovia.

No lado de Manhattan, sob a ponte tem uma loja de departamentos T. J. Maxx, para quem quiser gastar o que economizou até o momento.

Foto: Fernando Andrade

Inaugurada no início do século passado, a Queensboro Bridge liga Manhattan ao Queens.

A última dica desse post é o High Line. Oficialmente, ele é mais um dos parques da cidade, mas, historicamente, é uma linha de trem desativada e transformada em jardins suspensos. Coisa de país desenvolvido, né? A atração foi inspirada em uma outra de Paris, a Promenade Plantée.

E pensar que houve campanha para que se fizesse o mesmo com parte da Perimetral, na zona portuária do Rio. Mas, pensando bem, se fizessem, como roubariam as vigas?

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Foto: Fernando Andrade

Acima, o High Line Park em dois momentos diferentes. No alto, ainda florido, durante o outono de 2012; em baixo, congelado pelo rigoroso inverno novaiorquino de 2015.

Por toda a sua extensão de mais de 2,3 km, a calma e a aparente tranquilidade contrastam com a modernidade e a agitação da cidade. Além de muitas flores e jardins, o parque oferece bancos, para quem quiser sentar e até espreguiçadeiras, com um barulho de cachoeira, que bem de uma inclinação muito leve em parte do chão, o suficiente para a água escorrer.

Além de prédios, dos mais modernos aos mais antigos, a natureza também contrasta com as mais diversas formas de expressão artística, como o icônico beijo entre o marinheiro e a enfermeira ao término da Segunda guerra Mundial. A famosa capa da revista Life, foi retratada no painel do grafiteiro brasileiro Kobra, podendo ser visto do High Line Park.

Além de prédios, dos mais modernos aos mais antigos, a natureza também contrasta com as mais diversas formas de expressão artística, como o icônico beijo entre o marinheiro e a enfermeira ao término da Segunda guerra Mundial. A famosa capa da revista Life, foi retratada no painel do grafiteiro brasileiro Kobra, podendo ser visto do High Line Park.

No próximo post tem mais dicas de programas grátis, ou quase, por Nova York.

Querem dicas de foto? Vamos lá!
1 – Na foto da ponte do Brooklyn, usei uma lente olho-de-peixe (fisheye), para dar esse efeito arredondado, no lugar de várias retas paralelas, como seria o normal. Eu tenho várias fotos das tradicionais, que também são bem bonitas, mas quis mostrar algo diferente (além de não precisar do HD externo, para essa que usei). Se você usa uma câmera compacta, dê aquela mexida nos botões, pois pode ser que a sua câmera ofereça esse efeito.

2 – Nas duas fotos juntas do High Line Park, usei a mesma função: Macro. É aquela função da sua câmera que tem o desenho de uma flor. Ela permite que você fotografe algo bem de perto, com a máquina a poucos centímetros do objeto. É bom, também, para objetos pequenos.