NOVA YORK PARA OS DUROS – LISTA 2

Uma coisa me impressiona muito em Nova York é a quantidade de igrejas espalhadas por Manhattan. Mas, além de muitas, elas também são muito bonitas e, em sua maioria, grátis!

Foto: Fernando Andrade

Em Upper West Side, a Catedral de São João, o Divino, tem visitação paga, mas a rica decoração do exterior do prédio já vale uma olhada, para quem estiver com tempo sobrando.

Sei lá. Eu acho meio estranho que alguém cobre para entrar na “Casa de Deus”, ou do equivalente em qualquer religião. Eu sou católico e fiquei frustrado, por exemplo, quando descobri que precisaria pagar 10 dólares para visitar a Catedral de São João, o Divino (Cathedral Church of Saint the John Divine), em Upper West Side. Eu cheguei lá depois de uma navegada no Google Earth, em que vi a igreja por fora e achei bem interessante, mas fiquei surpreso ao saber que a visita ao interior do prédio era cobrada.

Realmente, por fora, a catedral é linda! Por dentro, eu não sei. Eu optei por não entrar, já que muitas outras igrejas são de graça, incluindo a famosa catedral de St. Patrick.

Se você quiser só ver o exterior, não acho que valha a pena alterar o seu roteiro, ainda mais com a quantidade gigantesca de programas gratuitos. Entretanto, se você estiver com tempo sobrando, vale dar uma olhada.

A Catedral de São João, o Divino, fica no número 1047 da Amsterdam Avenue, esquina com a 112th St. Se for de metrô, desça na Cathedral Parkway (Linhas 1, A, B e C).

Foto: Fernando Andrade

A mais famosa das igrejas de Manhattan, a Catedral de São Patrício, além de lindas esculturas, exibe um imponente órgão e janelas de vitrais.

Eu acho que as igrejas, sejam da religião que forem, precisam de dinheiro, mas também acho que existem outras formas. Na Catedral de São Patrício (Cathedral of Saint Patrick), por exemplo, não te cobram para entrar, mas vendem lembranças do local, medalhas de santos e outros artigos. Além disso, disponibilizam caixas para coleta de doações. Sem me obrigar, eles conseguiram ficar com um dinheiro meu.

Eu consegui visitar a igreja em duas etapas das obras de manutenção/restauração. Em 2012, os andaimes estavam do lado de fora, com o trabalho sendo realizado na fachada, de estilo neogótico. Já em janeiro desse ano, os restauradores estavam do lado de dentro da igreja, inaugurada em 1878, cuidando das esculturas, paredes e chão de mármore.

Mesmo que ainda esteja em obra, já que parece que vai demorar mais um tempo, vale a pena visitar! E vale até para quem não é católico ou religioso. Fora que, se você for a Nova York, já deve passar pela catedral de qualquer maneira, uma vez que ela fica localizada na 5th Avenue (a badalada Quinta Avenida), em frente ao Rockfeller Center.

Dica rápida, já que você vai estar na 5th Avenue. Perto da Catedral de São Patrício tem duas lojas da Lindt, aquela marca famosa de chocolate. Sempre que você entra nelas, te oferecem um chocolate. Nós somos brasileiro e adoramos um presentinho.

Leões dourados guardam a entrada do Templo Budista Mahayana, em Chinatown.

Leões dourados guardam a entrada do Templo Budista Mahayana, em Chinatown.

Ainda seguindo o lado religioso de Nova York, o Templo Budista Mahayana é um oásis de tranquilidade na correria de Chinatown, bem em frente à Ponte de Manhattan, que falei no post anterior.  Esse foi o primeiro, e único, templo budista em que eu entrei.

Eles pedem para não tirar fotos lá dentro. E apesar de saber que dá para encontrar algumas na internet, prefiro sempre respeitar as tradições dos outros. Sendo assim, só fotografei o exterior.

Pelo que eu soube, esse é o maior templo budista de NY, mas não achei tão grande. Apesar disso, para quem gosta de coisas ligadas a religiosidade e culturas diferentes, vela a pena!

Lá dentro, painéis espalhadas pela parede, ao redor do salão, contam a história de Buda. No fundo, uma linda estátua de Buda, com flores e frutas, que são colocadas ali como oferendas. Também rola uma música bem baixinha e tranquila, que quase me deu vontade de meditar. Acho que eu até faria, se eu conseguisse “esvaziar a mente” por alguns segundos.

O Templo Budista Mahayana fica na Canal Street, número 133, bem em frente à Ponte de Manhattan, como já falei. Se quiser ir de metrô, a estação mais próxima é a mesma que te leva para Chinatown, a Canal St (Linhas: 4, 6 e 6X; N, Q e R; J e Z).

Foto: Fernando Andrade

Ornamentos tradicionais chineses decoram lojas e restaurantes de Chinatown.

Saindo da calmaria, mas não da vizinhança, já que você está por ali, vale a pena uma caminhada por Chinatown e Little Italy, que ficam ao sul e ao norte da Canal Street, respectivamente.

Se ainda quiser visitar igrejas, a parte italiana tem a antiga catedral de São Patrício (Saint Patrick’s Old Cathedral), no número 263 da Mulberry Street. mas tem que dar uma caminhadinha. É bonita, mas acho que a “atual” é mais imponente.

Visualmente, achei Chinatown muito mais interessante. Com muito vermelho, dourado e aves penduradas nas vitrines dos restaurantes. Eu até tirei umas fotos interessantes, mas achei que poderia ser desconfortável para alguns, já que os patos e frangos são assados com cabeça e tudo, depois ficam expostos com um gancho enfiado no pescoço.

Chinatown é mais ou menos como a Uruguaiana, no Rio, ou a 25 de Março, em São Paulo. Cheio de gente querendo te vender um monte de produto com preços baixos e origem duvidosa. Eu não comprei nada, mas tem gente que faz a festa.

Ah! E cuidado com a carteira! Não cheguei a ser furtado, mas, depois de um “esbarrão”, curiosamente, o zíper do bolso do meu casaco abriu. Atenção é importante em qualquer lugar, mas acho que vale ainda mais por lá, já que tem muito movimento nas calçadas.

Turistas de todo o mundo fazem fila para dar aquela alisada no saco do touro.

Turistas de todo o mundo fazem fila para dar aquela alisada no saco do touro.

A última dica está mais para superstição do que para religião. Diz a lenda que passar a mão no saco do Charging Bull traz dinheiro. Então, depois dessa patolada aí da foto, o dinheiro não veio e o desgraçado nem me ligou no dia seguinte. Merece ser chifrudo mesmo!

Piadinhas escrotas à parte, tem gente de tudo quanto é canto tentando tirar foto com o touro, seja acariciando o saco, seja acariciando o nariz (outra versão da lenda). Na dúvida, fiz os dois, mas preferi postar essa só porque sou escroto.

Tirar uma foto aí, seja de que lado você quiser, é uma aventura. Não rola uma fila e, se quiser ser rápido, não dá para ser muito educado, não. Eu ainda tenho mania de esperar os velhinhos tirarem, de ceder a vez, me oferecer para fotografar os outros, mas tem gente que não é tão paciente assim.