NOVA YORK PARA OS DUROS – LISTA 3

Sabe aquelas cenas de filme em que o caipira chega à cidade grande e fica olhando embasbacado para os grandes edifícios? Foi assim que meu grupo ficou, quando chegamos à Times Square. E olha que somos todos nascidos e criados no Rio, uma metrópole.

Foto: Fernando Andrade

As luzes e o movimento da Times Square justificam o apelido da “cidade que nunca dorme”.

Nós ficamos hospedados no ótimo Crowne Plaza Times Square, bem no coração do “fervo” (aprendi essa há algumas semanas). Como o Frank Sinatra cantou, Nova York é “The City That Never Sleeps”, ou “A Cidade que Nunca Dorme”, e a Times Square é a prova disso.

Durante toda a noite, o lugar é iluminado por muito neon e telões gigantescos. Da mesma forma, durante toda a noite, tem sempre muita gente andando e tirando fotos por lá!

Por falar em fotos, lá você vai encontrar uma porrada de Mickey, Super Mario, Estátua da Liberdade, Homer Simpson e muitos outros personagens para tirar foto, alguns bem feitos, outros nem tanto. Tirar foto com eles é GRÁTIS, como alguns avisos da polícia deixam claro. Você dá a gorjeta que quiser, se quiser dar. Eu nem tirei fotos com eles, já que tiro com o Mickey de verdade, quando vou para a Disney.

A próxima dica não é grátis. Quer dizer, tecnicamente, não, já que você vai ter que pagar o bilhete do metrô. Mas, como você não vai pegar o metrô só por causa disso, ainda vale. Em muitas estações de Nova York, artistas tocam os mais variados ritmos musicais. Já vi bandas de rock, blues, violinistas, etc. E eles fazem teste, para ver se têm condições de fazer apresentações no metrô.

Desculpem a qualidade desse vídeo aí, mas já foi em 2012, quando eu não tinha a pretensão de fazer esse blog. Além disso, era fim da noite, depois de andar um dia inteiro, com o braço pesado e morto de cansaço. Ah! E eu não cortei a apresentação, a bateria acabou!

Enfim, o que importa é que os caras são bons e que vale a pena parar um pouquinho, quando sair do metrô e assistir uma apresentação. Lembrando que nenhum artista vai te cobrar nada, mas gorjetas são mais que apreciadas, são merecidas!

Foto: Fernando Andrade

Cemitério da Capela de São Paulo, ao sul de Manhattan.

Apesar de toda a correria, ainda tem gente que descansa em Manhattan. E descansa em paz.

Eu falei de algumas igrejas e templos de Manhattan na postagem anterior, mas deixei a Capela de São Paulo (St Paul’s Chapel) de fora. E foi proposital.

Além de templo religioso, pertencente à Igreja Anglicana, o prédio abriga um antigo cemitério e um memorial, em homenagem aos mortos nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Pela proximidade com o World Trade Center, a capela foi muito usada após o colapso das torres.

Foto: Fernando Andrade

Os tubos do órgão e as lembranças do atentado de 11 de setembro de 2001 dividem espaço na Capela de São Paulo.

Pessoas levavam fotos de desaparecidos, familiares buscavam informações, feridos eram socorridos e muitos, independentemente de sua crença, se reuniam para orar.

Hoje, ainda estão expostos cartazes, faixas e pertences de vítimas e socorristas. Parte da memória daquele dia.

Foto: Fernando Andrade

Em meio aos arranha-céus do Distrito Financeiro de Manhattan, o cemitério e a Capela de São Paulo, que já foi o prédio mais alto da cidade.

Outro motivo que me fez é o contraste de uma igreja com cemitério bem no meio do coração financeiro de Manhattan. Como já falei, em meio aos arranha-céus do distrito financeiro, bem perto do WTC, o prédio mais alto dos Estados Unidos, um cemitério. Imaginem isso no meio da Avenida Rio Branco, da Avenida Paulista ou de uma avenida movimentada do centro de uma metrópole qualquer.

Uma curiosidade, a Capela de São Paulo já foi o prédio mais alto da Cidade, quando foi concluída, em 1766. Além disso, é a igreja mais antiga de NYC, entre as que ainda permanecem de pé.

A capela fica na Broadway, número 209.

Foto: Fernando Andrade

Crianças e adultos de divertem com a arena dos robôs no Laboratório Sony Wonder.

Voltando à modernidade, vou falar de um ponto que eu descobri por acidente. Eu estava duro, depois de ter que ficar mais cinco dias em NYC, por causa do furacão Sandy. Por conta disso, resolvi apelar ao escritório do Itaú na cidade, já que eu tinha dinheiro na conta e eles não tinham agência. Não deu em nada, o Itaú não me ajudou em porra nenhuma e eu continuei duro.

Apesar disso, andando pelas redondezas, acabei esbarrando no Sony Wonder Technology Lab. É um museu da Sony, dedicado à tecnologia e ao entretenimento.

Na verdade, é uma mistura de coisas que você acha que não vai saber mexer, com outras que vão te fazer ver que está envelhecendo. Eles, obviamente, tem um setor com exposição de vários aparelhos fabricados pela Sony ao longo dos anos: Walkman, Discman, gravador de MD, filmadoras de VHS e VHS-C e por aí vai.

Também tem áreas dedicadas a novas tecnologias, como a robótica. Incluindo um arena em que os visitantes podem controlar alguns “carrinhos”.

É um lugar legal e, como é o propósito desse post, grátis! Ah! Mas é uma daquelas coisas que você só vai fazer se tiver com tempo de sobra, ou se um furacão te fizer ficar mais tempo na cidade.

O laboratório fica perto da famosa loja subterrânea da Apple e da Catedral de São Patrício, mas na avenida paralela. O endereço é Madison Ave, número 550.

Foto: Fernando Andrade

Soldados de chumbo te recebem na mais tradicional loja de brinquedos de Nova York.

A última de hoje também fica ali pertinho, na Quinta Avenida, junto com a loja da Apple: a FAO Schwarz! É a mais tradicional loja de brinquedos do Nova York, Talvez do mundo!

Logo que você chega, é recepcionado por soldados, mas de chumbo! Sempre com um sorrisos no rosto, eles recepcionam a todos os que entram na loja, além de, pacientemente, tirarem fotos com os milhares de visitantes. Isso me lembrou muito a Disney. Uma coisa que se fala muito sobre os parques do Mickey é que eles têm mágica. A FAO também tem!

E a loja é bem carinha, mais que outras que encontramos pela cidade. Parece até contraditório, numa postagem para duros, mas não é. Eu não estou falando de onde você pode comprar barato, mas de onde pode se divertir pagando pouco ou nada.

Lá dentro da loja, além de brinquedos das mais famosas marcas, como Hasbro e Mattel, você tem brinquedos com a grife da própria loja, como os tradicionais bichos de pelúcia.

Mas não é um lugar só para ver. Em diversas partes da loja, brinquedos estão abertos, para crianças e adultos poderem brincar. Sei que é uma forma de te convencer a comprar, se você for chato e quiser dar lição de vida, mas você compra se quiser. Eu mesmo, que sou louco por puzzles, brinquei com um monte, mas não comprei nenhum. Até deu vontade, mas eu resisti.

Sem dúvida, a grande atração é o “Pianão” (the Big Piano)! Aquele do filme “Quero ser Grande”, com Tom Hanks. Antes de entrar para ficar correndo de um lado para o outro, que nem um idiota, você vai tirar uma foto no Chroma Key, aquele fundo verde. Enquanto você se diverte, eles já preparam uma foto para te vender, mas você compra se quiser. Então, ainda é grátis tocar o “Pianão”.

Atendendo a pedidos, tive que colocar o meu vídeo. Não vou fazer que nem o Tom Hanks e tocar a “música do Danoninho”, eu não me rendo ao imperialismo e lavagem cerebral das grandes corporações! Toquei uma belíssima composição da mais tradicional música clássica brasileira, uma das poucas que podem ser comparadas a “O Guarani”: “Cai Cai Balão”!

E o pior, as pessoas da loja pararam para me ver fazer isso!

Tem mais atrações gratuitas, ou quase, em Nova York, mas deixei as que eu considero mais importantes de fora, por achar que merecem postagens exclusivas, mais detalhadas. Então, fique ligado!

Vamos à dica de foto: 
1 – Em fotos com de edifícios antigos e locais históricos, um filtro sépia pode dar mais personalidade, uma aparência mais envelhecida, como eu fiz na primeira foto do cemitério. A maioria dos editores de foto, mesmo os mais básicos, como o Picasa, faz isso por você, sem dificuldade nenhuma.

2 – Em fotos que queira mostrar a “agitação” do local, você pode usar uma velocidade um pouquinho mais lenta. Na foto da Times Square, por exemplo, usei 1/8s (um oitavo de segundo), o suficiente para deixar o rastro do táxi que estava em movimento (mais rápido), mas ainda congelar outros movimentos mais lentos. Como tem muita luz no local, usei ISO 100, uma sensibilidade menor, como já expliquei em outra postagem.