Esportes – Parte 2 – De chuá!

Que Orlando é um lugar cheio de brasileiros não é novidade nenhuma. Não tem um parque, restaurante e, principalmente, lojinha de Outlet que você não encontre um brazuca!

Agora, é impressionante a quantidade de gente que sai daqui e vai à “Capital Mundial dos Parques Temáticos”, para curtir uma partida de basquete.

Para ser honesto, se tanta gente assim gostasse mesmo de basquete, esse seria o esporte mais popular do Brasil. Eu acho que a galera vai mesmo é pela possibilidade de fazer festa e por curiosidade. Na última vez em que eu fui ver um jogo lá, em abril de 2014, eu era o único do meu grupo prestando atenção na partida entre Orlando Magic e Indiana Pacers. Os outros ficavam dançando, para aparecer no telão, observando os detalhes do ginásio, etc.

Você pode ir pelo motivo que for, não tenho nada contra, só para deixar claro! O importante é que você se divirta.

Foto: Fernando Andrade

Mais afastado dos parques temáticos, o centro de Orlando, com seus prédios de escritórios, abriga o Amway Center.

O Amway Center, casa do Orlando Magic, fica no centro da cidade, Downtown Orlando, um pouco afastado dos parques e hotéis. Para evitar problemas com congestionamento, seja pela I-4, seja pela International Drive, saia com antecedência. O ginásio fica no número 400 da West Church Street.

Uma coisa muito legal que os americanos sabem fazer é promoção. Às vezes, não é nada muito grande, mas, como já falei em outras postagens, nós somos brasileiros e adoramos um brinde.

Quando fomos a esse jogo entre Magic e Pacers, era o “dia de apreciação ao torcedor”, último jogo da temporada regular. Na verdade, o time de Orlando já estava eliminado, depois de uma campanha ruim, e a diretoria queria agradecer os abnegados que ainda queriam ir ao Amway Center.

Por isso, nosso ingresso dava direito a um lanche com bebida, podendo escolher entre cachorro-quente e pretzel e, para beber, refrigerante e cerveja.

Foto: Fernando Andrade

Quanto mais barato o ingresso, mais afastado da quadra.

O ingresso para esse jogo com os Pacers custou cerca de US$ 35,00 para cada um, já com os impostos. O lugar não era tão próximo à quadra, mas dava para assistir numa boa.

Em dezembro de 2005, quando fui ver o Magic enfrentando meu time, Los Angeles Lakes, ficou mais ou menos uns US$ 30,00, por um lugar também no alto.

Por mais que os jogos com os Lakers estejam entre os mais caros, pela popularidade do time, você pode ver que os preços não variaram tanto assim, mesmo depois de nove anos. Então, você pode planejar com bastante antecedência. Não é como no futebol brasileiro, em que os preços dos ingressos variam de acordo com a vontade dos dirigentes, sem o menor respeito aos torcedores.

Foto: Fernando Andrade

Apesar da distância dos lugares mais baratos, a visão do jogo é limpa, sem qualquer dificuldade para assistir a partida.

Assim como acontece nos jogos de beisebol, tema da postagem passada, e em qualquer outro evento realizado em estádios e ginásios americanos, o seu ingresso indica o seu lugar, que estará te esperando. Ninguém vai brigar com você por ter chegado antes.

Outra coisa importante, além de mais afastado, quanto mais barato for o seu ingresso, mais brasileiros terá ao seu redor! Parece sacanagem, mas é um fato! A brasileirada sempre busca os ingressos mais baratos!

Ainda assim, com o seu lugar garantido, te dou uma dica que eu acho bem importante. Se o jogo estiver marcado para as 20h, se programe para chegar, no máximo, às 19h. Você vai querer tirar fotos, passear, ver as lojas, comprar lembrancinhas. Pode ser até que você ache alguma bolinha de beisebol que eu ainda não tenha e traga um presente para mim.

Foto: Fernando Andrade

De camisetas e bonés a canetas e bolas de beisebol, as lojas do Amway Center oferecem produtos para todos os gostos e bolsos.

Uma coisa que eu achei bem curiosa, quando eu fui a primeira vez assistir um jogo da NBA é a torcida ser “comandada”.

Eu fui criado em estádios de futebol. Moro, praticamente, ao lado do Maracanã, fui repórter esportivo e passei a minha infância indo aos jogos com meu pai e meu irmão. Aqui no Brasil, os torcedores são espontâneos, com seus gritos, canções e, obviamente, xingamentos.

Nos Estados Unidos, especialmente nos jogos de basquete, a coisa é bem mais fria. O placar pede “make some noise” (faça algum barulho) ou para os fãs cantarem “defense” (defesa), quando o time adversário tem a posse de bola. Para não falar que prefiro tudo o que eles fazem, sou mais o nosso estilo de torcer.

Foto: Fernando Andrade

Placar eletrônico comanda a torcida no Amway Center: “NÃO PODEMOS TE OUVIR!!!” (WE CAN’T HEAR YOU!!!), enquanto o jogo rola na quadra.

Uma coisa muito legal sobre os jogos do Orlando Magic, todo intervalo de jogo tem um show! Eles resolveram aproveitar todo o potencial turístico da cidade, então vão além do esporte. Quando fomos da última vez, houve uma apresentação do grupo canino “Olate Dogs”, finalista do principal show de talentos da TV americana, o “America’s Got Talent”, em 2012.

Duas horas antes do jogo, em frente à entrada principal, eles promovem uma “fan fest”. Então, pintam os rostos dos torcedores, promovem jogos e brincadeiras, levam bandas para tocar, etc.

Depois do jogo, pode rolar até uma foto no meio da quadra do Amway Center. Ah! Com a ilustre presença de Thiago Khoury, do blog Rodei (www.rodei.com.br).

Depois do jogo, pode rolar até uma foto no meio da quadra do Amway Center. Ah! Com a ilustre presença de Thiago Khoury, do blog Rodei (www.rodei.com.br), de casaco vermelho, na frente.

Mais uma coisa, apesar de eu não poder garantir que você vá conseguir isso. Não custa, ao final da partida, pedir para ir à quadra tirar uma foto. O “staff” do orlando Magic é super simpático e solícito. Eu tive um aproveitamento de 50%, com um “sim” e um “não”. Quando liberaram, tirei até foto com as gostosas simpáticas líderes de torcida. Da vez em que não permitiram, explicaram que, por ser o último jogo da temporada, o acesso era restrito, já que a quadra entraria, imediatamente, em transformação, receber jogos de hóquei no gelo.

Foto: Fernando Andrade

Do outro lado da rua, o Amway Center visto da Geico Garage. Ao fundo, Downtown Orlando, o centro da cidade.

Nós estacionamos em um anexo do Amway Center, a Geico Garage, que conta até com uma passarela ligando o estacionamento e o local do jogo, com maquinas de auto-atendimento, para retirada do ingresso. Apesar do preço do estacionamento ser bem salgado (US$ 20,00), foi super conveniente. Para americanos, eu sei que você pode inclusive reservar/pagar o estacionamento junto com o seu ingresso, quando comprar no ticketmaster.com, mas não conseguimos fazer isso aqui do Brasil.*

Dica de foto: 
Não vou dar nenhuma dica de “o que fazer”, pois acho que não tem nenhuma foto que se destaque muito. Ao contrário, darei uma dica do que não fazer. Não leve sua tele, caso esteja com alguma DSLR. Eu cheguei com a minha e tive que voltar para deixar no carro. Eles até permitem que você use sua câmera profissional, mas com lentes “mais curtas”.  Dependendo de onde seja o seu assento, não chega a ser um problema.

Ok. Para não falar que não dei dica nenhuma, use a resolução máxima da sua câmera. Depois, mesmo que você tenha uma limitação de zoom ótico, você consegue “cortar” e ter umas fotos legais. Vejam a diferença entre a foto mais aberta, com arquibancadas e quadra, e a imagem em que o jogador salta para fazer o arremesso.

Honestamente, com cartões que armazenam milhares de fotos, eu ainda não sei o motivo de as pessoas não usarem resolução máxima “para ocupar menos espaço”.

*Conseguimos reservar e pagar o estacionamento junto com o ingresso, quando vimos o jogo de beisebol, no Tropicana Field, apesar de eu ter esquecido de comentar isso no post passado.