ESPORTES – PARTE 3 – HAT TRICK!

Eu posso dizer que aprendi duas coisas com jogos de hóquei no gelo para computador e videogames:
1 – o melhor macete para fazer um gol é ficar passando com o puck (a “bola” do jogo, apesar de ser um disco de borracha) por trás do goleiro adversário até ele congelar;
2 – a terceira vez que o mesmo jogador faz um gol é “hat trick”!

Como esse é o terceiro post sobre esportes, justamente sobre hóquei, não poderia escolher outro título.

Foto: Fernando Andrade

Apesar do calor da Flórida, Tampa é a casa do Tampa Bay Lightning, equipe da NHL.

Chega a ser curioso que um jogo tão ligado ao frio, com muita popularidade no Canadá, nos países nórdicos e nos frias nações da antiga União Soviéticas, seja praticado na Flórida, um dos mais quentes estados americanos.

Pois bem, ele é! Orlando até tem um time de hóquei no gelo também, que joga uma liga menor no Amway Center, ginásio do Orlando Magic, que foi assunto na postagem anterior, mas estou falando dos Ursos Solares de Orlando (Orlando Solar Bears). Estou falando de coisa grande, estou falando de NHL mesmo, a liga principal! Estou falando de Tampa Bay Lightning!

Ok. Na verdade, não é tão curioso assim. Tem mais time na Flórida, tem time no Arizona, tem time na Califórnia, tem time até no Texas.

A Amalie Arena fica em Tampa, na Channelside Drive , 401.  Então, se você quiser assistir um jogo, te dou uma dica. Pegue uma partida à noite e passe o dia em Busch Gardens. Nós saímos do parque às cinco da tarde, horário em que o parque fechou, e chegamos ao local do jogo em menos de 20 minutos.

A vantagem é que, se você estiver hospedado em Orlando, o que é muito provável, não vai precisar dirigir duas vezes até a cidade de Tampa.

Foto: Fernando Andrade

Em frente à Amalie Arena, telão exibe jogo de futebol americano. A Thunder Alley também recebe shows e outras atividades para entreter os torcedores antes dos jogos.

Chegando lá, em frente à entrada principal da arena, eles realizam uma fan fest. Então, tem telão, palco com shows de bandas locais, atividades e muita gente confraternizando. Outra coisa bem legal é que eles transmitem outros eventos importantes. Então, teve uma galera que, depois do hóquei, ficou do lado de fora assistindo futebol americano.

No post passado, eu falei que os jogos do Orlando Magic lotam de brasileiros. Os do Lightning, não. Na verdade, só percebi a presença de quatro brasileiros por lá, além de mim, e eu conhecia todos eles.

Foto: Fernando Andrade

No intervalo de jogo, “lutadores de sumô” se enfrentam, enquanto ThunderBug fica de árbitro.

Apesar disso, eu me arrisco a dizer que, assistindo um jogo de ligas profissionais americanas, foi a experiência mais próxima que eu já tive de torcer em um estádio brasileiro. Ao contrário do que acontece no basquete, em que a torcida se manifesta porque o placar pede, no hóquei a vibração é espontânea! E o “bagulho é doido”!

O jogo não para, tem emoção o tempo inteiro, sempre tem alguém atacando ou contra-atacando. E um jogo com tanta oportunidade de gol, mas sem tantos pontos marcados, sempre aumenta a sua adrenalina. No basquete, também tem ataque constante, mas, invariavelmente, um time abre 30 pontos de vantagem e a graça vai pro cacete. No hóquei, qualquer golzinho conta! É como se falássemos de um jogo de futebol, mas sem a enrolação no meio de campo, sem a cera dos goleiros e sem o Neymar mergulhando o tempo todo.

Foto: Fernando AndradeFoto: Fernando Andrade

A agitação é tão grande que você corre o risco de soltar uns três “chuta, filho da p#%@!” por minuto! E o pior, vai ter tanta gente gritando, mesmo os “comportados” americanos, que ninguém vai perceber que você gritou em português.

Eu sempre acompanhei muito esporte. E lembro de ficar acordado, quando era moleque, esperando os jogos da NHL começarem na ESPN, às quatro da manhã. Conhecer o jogo facilitou muito a vida de quem estava comigo, pois eu pude explicar as regras, mas não é nada muito complicado, não. Mesmo que você não acompanhe normalmente, não acho que deixaria de curtir.

O mais problemático, para os principiantes, é a velocidade do puck. O jogo é muito dinâmico e extremamente veloz, então pode ser que, no início, você se perca um pouco.

Foto: Fernando Andrade

Para saudar a entrada do time, relâmpagos dentro da Amalie Arena.

Uma curiosidade é que o estádio tem um gerador de relâmpagos. Só para constar, se você não fala inglês, o nome do time significa relâmpago (Lightning).

Então, quando o time da casa entra em quadra ou marca algum gol, relampeja lá dentro.

A exemplo do que aconteceu no jogo da NBA, também pegamos uma partida promocional. Só que não ganhamos cachorro-quente e coca, apesar de eu ter faturado os dois da minha amiga Dani Polis e do meu amigo Dre, que fazem o http://trippolis.com.br/.

Dessa vez, faturamos camisetas. Mas essa foi na sorte mesmo, já que estavam lançando um uniforme novo, então distribuíram umas camisetas promocionais para a galera. Não era a camisa oficial de jogo, mas não rolou sorteio, não. Era uma camisa para cada um, todas devidamente arrumadas em cada assento da arena. Tudo bem que os assentos na nossa frente ficaram vazios e eu voltei com duas, mas tinha camisa para todo mundo.

Foto: Débora Andrade

BE THE THUNDER! Para comemorar o lançamento do novo uniforme preto, todos os torcedores receberam camisetas.

Para comprar ingresso, você pode até entrar no site oficial do time, como em qualquer outro esporte americano. Só que eu vou te dar uma dica que funcionou super bem para nós. Confira antes no site StubHub. Essa dica não é patrocinada e eu não ganho nada com isso, mas foi algo que eu fiz e faria novamente.

É muito comum que os americanos comprem ingressos para todos os jogos do seu time favorito de uma vez, os “Season Tickets”. E muitos, quando não vão a algum jogo, colocam os ingressos para revender nesse site. Os ingressos ficam muito mais baratos que o preço regular. E, para constar, isso é legal, no sentido de estar dentro da lei mesmo.

Foto: Dani Polis

Eu, minha irmã e minha tia. Por US$ 30,00, conseguimos lugares bem próximos da área de jogo.

Por três ingressos no setor 126, fileira M, bem perto do vidro, pagamos cerca de US$ 86,10 (com o IOF do cartão, deu cerca de US$ 30,00 para cada um). Nós assistimos Tampa Bay x San Jose Sharks, dia 13 de novembro de 2014, então os preços são bem atuais.

Para o jogo de amanhã, dia 22 de maio, entre Lightning e Rangers, pelo site oficial, um ingresso na mesma fileira está custando US$ 328,00. Tudo bem que um era da temporada regular e o outro é de playoff. No dia em que fomos, esse ingresso, no preço regular, era uns US$ 90,00 cada.

Não posso garantir que você vá conseguir preço X ou Y, mas a dica está dada, não te custa nada pesquisar.

Foto: Débora Andrade

Minha tia, ThunderBug e eu, logo após o jogo entre Tampa Bay Lightning e San Jose Sharks.

Da mesma forma que não tenho como garantir um preço, não tenho como garantir que você tire uma foto como essa aí de cima. Isso é coisa de sorte mesmo! Estávamos saindo e o mascote estava passando para uma sessão de foto com um grupo. Então, rapidamente, já pedimos para tirar foto. O pessoal do apoio foi super simpático e solícito, assim como o próprio ThunderBug, que eu descobri que é um vaga-lume.

A exemplo do que falei das outras vezes, a última dica que eu te dou é se programar para chegar cedo. Se você chegar com bastante antecedência, pode comer alguma coisa, comprar na loja do clube, curtir tudo o que a arena tem para oferecer.

Ah! Sobre câmeras fotográficas e dicas de foto, valem as mesmas que a do jogo de basquete: lente curta, resolução máxima e senta o dedo! Depois, se ficar longe, você corta a foto.  Outra dica que dei antes, na postagem sobre o beisebol, câmera em modo “esportes” (ou ação), aquele do bonequinho correndo.