O que é aquilo lá embaixo?

Essa é umas perguntas que você mais ouve, quando visita o Empire State Building. Vale lembrar que esse já foi o prédio mais alto do mundo, até a década de 70.

E a pergunta se justifica, já que, do alto de 86 andares, onde fica o Deck de Observação, fica difícil reconhecer algumas coisas. Apesar disso, muitos pontos da “Big Apple” são tão icônicos, mas tão icônicos, que não importa a altura, você vai saber do que se trata. E, mais que isso, vai vê-los de um ângulo bem diferente.

Foto: Fernando Andrade

Do alto do Empire State Building, você pode ter uma vista parecida com a dos pássaros.

Esse post foi um pedido da Gabi, minha companheira de Canal Futura. Portanto, se você também tiver alguma dúvida ou sugestão de postagem, pode mandar um email. É só clicar na aba de contato. Pode ter certeza que, se eu souber algo sobre o assunto, vou ter enorme prazer em escrever sobre ele.

Quando você está chegando ao Empire State, muitos vendedores ambulantes vão te abordar para oferecer ingressos. Eles usam calça preta e jaqueta vermelha. Os caras são chatos e vão tentar te convencer que é melhor você comprar o ingresso com eles, caso ainda não tenha comprado pela internet. Vão te falar que a fila para comprar na bilheteria do prédio é de duas horas, que você vai esperar muito e que é melhor comprar com eles.

Obviamente, com a tranquilidade que eles têm para trabalhar, o que eles fazem não é ilegal, mas também não é 100% honesto. Nas duas vezes em que fui ao ESB, fui abordado com a mesma conversa. Em ambas, da mesma forma, optei por comprar o ingresso na bilheteria, sem qualquer demora. Pode ser que a fila até seja mais longa durante os meses mais cheios, como julho, por exemplo, mas não foi nenhum problema em outubro de 2012 e janeiro de 2015.

Foto: Fernando Andrade

Depois de passar pelos vendedores ambulantes, a entrada do Empire State Building. Ainda sou adepto “por favor, pode tirar uma foto minha”, mas tem vezes que o “braço de selfie” já resolve, uma das vantagens de ser grande.

Depois de comprar o ingresso, você passa por um raio-x, como em muitas atrações importantes americanas, antes de seguir para os elevadores. Alguns artigos são proibidos e ficam guardados na portaria, como o “pau de selfie”, que se popularizou muito nos últimos tempos. Você recebe um tíquete e retira depois que terminar a visita.

Depois disso, você também pode pegar um dispositivo multimídia que vai te contando um pouco da história do prédio, indicando pontos interessantes e passando outras informações relevantes, para que a sua visita seja mais proveitosa. Ah! E, além de grátis, tem áudio em PORTUGUÊS, o que é ainda mais legal!

Foto: Fernando Andrade

Aparelho multimídia, com áudio em português, contando a história, as curiosidades e as principais referências para os brasileiros que visitam o Empire State Buiding.

Como as filas podem ser muito longas, apesar de eu não ter esperado muito em nenhuma das vezes, eles criaram uma pequena mostra sobre sustentabilidade, para entreter as pessoas que tiverem que esperar. Nós só passamos por ela, então não posso me aprofundar.

Depois de entrar no elevador, ele te leva ao 80º andar, onde há uma outra exposição, dessa vez, contando um pouco da história do Empire State Building. São pôsteres, fotos, reportagens, plantas do edifício e curiosidades.

Ah! E tem o King Kong! Não poderia faltar, né?

Foto: Fernando Andrade

Um dos mais mais ilustres visitantes que o Empire State Building já “recebeu”.

Você sabia, por exemplo, que o plano original era o que dirigíveis pudessem atracar no edifício, onde os passageiros poderiam embarcar e desembarcar através de uma rampa? Pois é, esse era o plano, mas nunca aconteceu. Os idealizadores não esperavam que os ventos encontrados lá no alto fossem tão fortes a ponto de tornar esse sonho inviável.

Foto: Fernando Andrade

Inicialmente, acreditava-se que o edifício poderia receber visitantes que chegariam de dirigível.

Como o terraço panorâmico fica no 86º andar, ainda temos que pegar mais uma vez o elevador.

Depois disso, como diriam os aparelhos de GPS, “você chegou ao seu destino”.

Antes de sair para a “varanda, há uma grande área fechada, com grandes janelas e portas de vidro, que permitem uma boa vista e é um refúgio bem útil para os mais friorentos. Em janeiro, por exemplo, foi bem comum ver as pessoas saindo para tirar algumas fotos e correndo de volta para dentro.

O Empire State Building já foi um “popular” local de suicídios. O primeiro deles, aparentemente, cometido por um ex-trabalhador da obra de construção do prédio, que foi demitido e resolveu praticar “bungee jumping” sem corda.

Foto: Fernando Andrade

As grades, que não faziam parte do projeto original, foram colocadas para evitar potenciais suicidas se atirassem do deck, no 86º andar.

Quando perceberam que o local poderia se tornar referência para suicidas, os responsáveis pelo prédio decidiram colocar grades sobre os muros do terraço panorâmico. Nada que atrapalhe muito a vista, apesar de atrapalhar um pouco algumas fotos.

São quatro muros, voltados para voltados para o sul, o norte, o leste e o oeste de Manhattan. De cada lado, referências marcantes da cidade, como prédios e pontes.

Uma coisa que eu senti falta, obviamente, foi de uma boa vista do Central Park, que dizem só ser possível do Top of The Rock (observatório panorâmico do Rockfeller Center), mas eu não fui, então não posso garantir.

Foto: Fernando Andrade

Do lado norte do deck de observação, vista encoberta do Central Park. A visão é bloqueada, principalmete, pelo maior “concorrente” do Empire State no quesito “vista panorâmica”, o Rockfeller Center.

Antes de contar do que você pode ver de cada lado, vou falar do horário. O ESB só fica fechado para visitação de duas às oito da manhã, com o último elevador fechando à 1:15, 45 minutos antes de fechar.

Eu fui em dois horários diferentes. Na primeira vez, no início da tarde, quando a neblina que tinha aparecido pela manhã já havia se dissipado. Na segunda, optamos por ir por volta de umas quatro da tarde, para vermos a cidade clara, ainda com sol; depois, se acendendo; e por fim, iluminada artificialmente, pelas lâmpadas de prédios e postes.

Foto: Fernando Andrade

O sul de Manhattan colorido pelas luzes de prédios e postes.

Ao sul do prédio, a vista traz o novo World Trade Center, o Flatiron Building, a Estátua da Liberdade… Quer dizer… A estátua depende de você ter uma vista boa, pois ela fica bem distante. A leste, o East Side River e suas pontes, o Brooklyn e o Queens. Mais ao norte, alguns prédios icônicos, como o Chrysler Buiding e o antigo edifício da Pan Am, atual MetLife Building. O lado oeste tem um pouquinho do Madison Square Garden (só dá para ver um pedaço mesmo), o Rio Hudson e o estado de Nova Jersey.

Sul:
Foto: Fernando Andrade

A nova torre 1 do World Trade Center se destaca entre os prédios do sul de Manhattan.

Foto: Fernando Andrade

Leste:Foto: Fernando Andrade

Chrysler Building, o East River e a ponte do Queens.

Norte:
Foto: Fernando Andrade

Oeste:
Foto: Fernando Andrade Foto: Fernando Andrade

Também tem uma opção para ir até o 102º andar, pagando um pouco mais. Nós não fomos, já que me falaram que não valeria tanto a pena e já havíamos ido até o topo da Estátua da Liberdade, na coroa, e não achamos que valeu a pena.

Foto: Fernando Andrade

Para quem quiser subir (e pagar) mais, é possível chegar ao 102º andar.

Serviço:
Horário: 8:00 às 2:00
Preços:Fonte: Site oficial do Empire State Building

Fonte: Site oficial do Empire State Building

Dicas de foto:
1 – Da mesma maneira que os adeptos do “pau de selfie” não podem levá-lo lá para cima, eu não levei meu tripé. Então, para fazer umas fotos noturnas com pouca vibração, sem tremer, usei ISO bem alto: 6400. Isso permitiu que eu usasse uma velocidade alta e a foto tivesse uma boa definição.
Em condições normais, eu tentaria usar a própria mureta como apoio, mas a grade, além de impedir os suicidas, me impediu de arrumar um apoio bom o suficiente para usar ISO baixo e deixar a câmera captando por mais tempo.

2 – Usei “olho-de-peixe” em algumas fotos, tanto colocando uma lente própria na T4i, quanto usando o filtro da Olympus compacta. Com linhas retas, acho que dá um efeito bacana. Também acho que dá um efeito bem legal com horizonte. Juntando as duas coisas, então, acho que vale mais a pena ainda.