Nova York para os duros – Memorial e Museu de 11 de Setembro

Povo, primeiramente, gostaria de me desculpar. Deu algum problema na minha conexão, na hora de salvar a postagem, e acabou sendo publicado um post incompleto. Sendo assim, vamos lá!

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Bom… Há algum tempinho, eu comecei uma série de atrações gratuitas para os que são duros que nem eu, mas vão a Nova York. Foram três listas e dicas de passeios grátis. Para quem quiser, conferir, vou colocar os links aqui abaixo, antes de começar o próximo post:
– Lista 1: Galeria de fotos da Leica, praças, parques, pontes e High Line;
– Lista 2: Igrejas, Templo Budista, Chinatown e Charging Bull;
– Lista 3: Times Square, shows do metrô, Capela de São Paulo, Museu Interativo da Sony, FAO Schwarz (corra enquanto está aberta);
– Coney Island e;
– Balsa de Staten Island, para ver a Estátua da Liberdade.

Depois disso tudo, falamos de outros assuntos e, agora, para os andarilhos pobres de todo o mundo, está de volta a série: NOVA YORK PARA OS DUROS!

Foto: Fernando Andrade

A Piscina Sul do Memorial, o Museu e a Torre 1 do novo World Trade Center.

Um dos pontos mais visitados de Manhattan, como não poderia deixar de ser, é o memorial de 11 de setembro. E nem poderia deixar de ser. Aquele dia 11 de setembro de 2001 foi, provavelmente, o fato mais marcante da história recente de nosso planeta.

Quem não se lembra o que estava fazendo naquele dia sombrio? Eu me lembro. Lembro de assistir ao vivo, e chocado, o impacto do segundo avião.

Antigamente, você precisava pegar um ingresso para visitar as piscinas que ficam localizadas onde um dia foram as torres Sul e Norte do World Trade Center. Hoje, não é mais assim. É uma grande praça aberta ao público.

Foto: Fernando Andrade

Piscina Sul do Memorial de 11 de Setembro.

O destaque do memorial, sem dúvida alguma, são as duas piscinas com cachoeiras artificiais e, no centro, um “fundo infinito”, que não pode ser visto de nenhum lugar ao redor delas.

Foto: Fernando Andrade

Além dos nomes de todas as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, painéis também trazem a ligação de cada um com os prédios, voos, unidades de polícia e bombeiros.

Em torno das piscinas, painéis de bronze os nomes de cada vítima dos ataques terroristas, separados por torre, voos, unidades de polícia e bombeiros e locais. Não são só os nomes de vítimas do World Trade Center, também tem os nomes dos que morreram no voo 93 da United Airlines e do ataque ao Pentágono.

Além das quase três mil vítimas de 11 de setembro de 2001, o painel da piscina norte também traz o nome de mais seis pessoas. Elas foram mortas em outro atentado terrorista, quando um carro-bomba explodiu na garagem da torre norte, em 26 de fevereiro de 1993.

Foto: Fernando Andrade

Amarrada por cabos, a “Survivor Tree” é uma pereira que foi soterrada, queimada e severamente danificada pelos atentados, mas, ainda assim, sobreviveu, se tornando um símbolo da resistência americana ao ataques terroristas.

Outro ponto de interesse do “9/11 Memorial” é a “Árvore Sobrevivente” (Suvivor Tree). É uma espécie de pereira, que foi encontrada no Marco Zero, sob escombros do WTC. Originalmente, ela ficava plantada entre os prédios 4 e 5. Quando foi achada, estava bem danificada, com raízes e galhos queimados e quebrados. Ela foi levada a um parque do Bronx, onde foi cuidada até ficar forte e saudável novamente, sendo levada de volta ao local onde fica o memorial.

Foto: Fernando Andrade

Parte da estrutura original do World Trade Center na entrada do Museu de 11 de setembro. As pilastras faziam parte da fachada dos edifícios.

Bom. Já dei uma explanada rápida sobre o memorial, então vou falar do Museu de 11 de setembro.

A visita ao museu custa US$ 24,00. “Mas, Nando, se custa 24 doletas, por que ela entrou na série para os duros?”

É que, apesar de ser uma atração paga, ela tem um dia e um horário GRÁTIS! Toda terça-feira, após cinco da tarde, a visitação ao museu é gratuita.

Veja bem, ela é grátis, mas não é livre. Existe um número limitado de visitantes, que ainda precisam de ingressos, mas eles esgotam rápido. Os ingressos ficam disponíveis pela internet com duas semanas de antecedência, no site onde você compraria os tíquetes comuns. Então, tem que ficar ligado e correr para garantir a sua entrada.

Foto: Fernando Andrade

No saguão do museu, quadro mostra como era o World Trade Center antes dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Nós entramos no museu um pouco antes do horário previsto, por volta das quatro e meia da tarde. Não sei se eles sempre deixam ou se tiveram compaixão, já que estava fazendo um frio de 0ºC.

Quando você entra, passa por detectores de metais. As bolsas passam por scanner de raio-x. Tudo no estilo aeroporto.

Depois disso, descemos as escadas. As pessoas que trabalham no museu, boa parte delas formada por voluntários, são bem simpáticas e prestativas. Eu estava com mochila nas costas, até por causa da câmera, e um segurança veio me orientar que eu poderia guardar de graça, para ter liberdade de passear sem tanto peso, e retirar depois. Uma atitude simples, mas acho bem legal quando as pessoas são prestativas.

Foto: Fernando Andrade

As imponentes torres gêmeas do WTC, antes dos antentados de 11 de setembro de 2001.

Eu pensei em descrever tudo o que eu vi, como fiz em outras postagens, mas prefiro mostrar fotos e falar o que senti.

Acho que, por saber do motivo pelo qual estamos ali, com tantas mortes envolvidas, senti um clima muito pesado. Eu já havia sentido isso em 2012, visitando o memorial. Dessa vez, senti no museu.

É um clima de muito respeito, mas é um respeito fúnebre. Não é silêncio simples que encontramos em outros museus.

Foto: Fernando Andrade

Em foto tirada de Nova Jersey, as torres gêmeas do WTC na manhã de 11 de setembro de 2001, horas antes dos ataques com aviões.

Você começa a visita passando por um corredor escuro, com projeções e narrações em várias línguas, incluindo português, com relatos sobre aquele dia 11 de setembro.

No mesmo corredor, na parede um mapa aéreo com as rotas de cada um dos aviões.

Foto: Fernando Andrade

parede de contenção original do World Trade Center. Estrutura foi considerado um marco de engenharia, na época da construção dos edifícios, e impedia a inundação do sub-solo e danos causados pela água que cerca a Ilha de Manhattan.

Depois disso, fica difícil descrever o museu. São Pedaços dos prédios e da estrutura antiga; fotos de antes,  durante e depois dos ataques; áreas de homenagens às vítimas, etc.

Em algumas áreas, pedem que não tiremos fotos. Procurei respeitar isso.

No lugar de tentar lembrar, vou colocar algumas fotos e, na legenda explicar o que é cada coisa. Não dá para colocar tudo, mas acho que dá para ter uma noção. E, na verdade, o ideal é que você vá visitar e veja, com seus olhos, o que o ser humano é capaz de fazer.

Foto: Fernando Andrade

Pilastra de metal da estrutura original do World trade Center. Durante o período em que estava na rua, familiares e amigos das vítimas colavam fotos e outras homenagens aos que morreram nos ataques.

Foto: Fernando Andrade

Na manhã de 11 de setembro de 2001, em foto tirada também de Nova Jersey, as torres gêmeas queimam após os ataques terroristas.

Foto: Fernando Andrade

Escada usada por muitos sobreviventes dos ataques, que desciam por ela e saiam na Rua Vesey, ao norte do WTC. A escada resistiu praticamente intacta aos desmoronamentos. A maior parte dos danos visíveis foi causada durante a limpeza dos escombros e a demolição dos prédios 5 e 6.

Foto: Fernando Andrade

Caminhão da unidade 3 do corpo de bombeiros de Nova York foi soterrado, quando os prédios desabaram.

Foto: Fernando Andrade

Parte da torre com antenas de comunicação que ficava no topo da torre norte do World Trade Center.

Foto: Fernando Andrade

Motor de elevador das torres gêmeas do World Trade Center.