Nova York Para os Duros – Museu de História Natural

Foto: Fernando Andrade

Galera, antes de qualquer outra coisa, quero me desculpar pela “queda de qualidade” das fotos. Na verdade, eu reduzi o tamanho dos arquivos originais, para que as fotos ficassem mais leves, principalmente por causa dos internautas que entram por celular.

Isso até funcionou bem no formato antigo, em que as fotos, mesmo na tela do computador, eram exibidas em um espaço menor, perdendo pouca resolução. Entretanto, depois que eu passei para esse formato novo, elas perderam bastante qualidade, o que é meio chato, para um blog que fala de fotografia.

Pode não ser no post de hoje que eu vou acertar, mas já aumentei um pouco e, se não ficar 100%, vou continuar pesquisando um tamanho que fique bacana e sem pesar muito.

Esse também foi o motivo de esse post não ter ido ao ar ontem, como estava programado. Como ainda estava, e estou tentando acertar, preferi esperar mais um dia e tentar melhorar.

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Bom, na segunda-feira, falei do Metropolitan, o maior museu de artes dos Estados Unidos. Hoje, vou falar de outro grande museu de Manhattan, que fica do outro lado do Central Park. Os dois ficam praticamente na mesma altura, com o parque entre eles. O Met em Upper East Side, o Museu de História Natural, assunto de hoje, em Upper West Side.

Já vou logo adiantando os serviços. A exemplo do Metropolitan, que tem um valor sugerido de 25 Obamas, o Museu de História Natural também tem um preço sugerido de US$ 22,00. Só que, nos dois casos, você pode pagar quanto você quiser, incluindo alguns centavos. Eu paguei 25 cents em todas as vezes. Na verdade, da última vez, quem pagou foi a minha irmã, mas o valor foi esse mesmo.

Foto: Fernando Andrade

Ted Roosevelt, 26º presidente americano é homenageado na entrada do Museu de História Natural, em Manhattan. Ele era filho de um dos fundadores do museu.

Como deve dar para deduzir, esse não é um museu de artes. O assunto aqui é mais científico, mais sobre a evolução natural. Desde a criação do universo até a evolução humana, tudo o que diz respeito à natureza está em exibição aqui no museu.

Uma curiosidade é que, logo na escadaria, antes de entrar, você vê uma imponente estátua de Theodore Roosevelt a cavalo. O 26º era um grande amante da natureza, mas, ao contrário do que muita gente pensa, não foi um dos fundadores do museu. O Theodore Roosevelt que desempenhou esse papel foi o pai dele, o “senior”, como os americanos costumam chamar os pais que tem o mesmo nome dos filhos.

Honestamente, eu acho que gosto mais do Museu de História Natural do que do Metropolitan. Outras pessoas, certamente, preferem o Met. Tem que fazer os dois, ainda mais pagando o valor que quiser, pois eles não têm comparação com nenhum outro museu que eu já tenha visitado. Nem dá para comparar um com o outro.

Foto: Flavio Moraes

Depois da comédia “Uma Noite no Museu”, a fila para tirar foto com o Moai é uma das maiores do Museu.

O lugar ganhou ainda mais popularidade por causa do filme “Uma Noite no Museu”. Não que se tratasse de um museu desconhecido antes, mas um reflexo dessa popularidade renovada é a fila para tirar foto com o Moai, uma daquelas cabeças de pedra da Ilha de Páscoa.

A exemplo do que eu fiz antes na postagem anterior, não vou te encher de informações que você pode pegar pelo Google, vou falar das coisas que eu achei mais interessantes.

Foto: Fernando Andrade

Destaque do museu, o T-Rex fica na área dos fósseis, ao lado de outros dinossauros e animais pré-históricos.

Um dos destaques, acho que isso é quase unânime, é o setor com fósseis de dinossauros. Tanto que não é incomum que alguém te pergunte, quando você vai a NYC, se você visitou o museu dos dinossauros. São diversos fósseis, de várias espécies diferentes, mas o mais popular é o Tiranossauro Rex.

Foto: Fernando Andrade

O realismo dos animais impressiona até o mais criterioso dos visitantes.

Foto: Fernando Andrade

Gazelas e “África” em exposição no Museu de História Natural.

Uma coisa que eu achei muito legal, em praticamente todas as galerias, é que eles não tiveram a preocupação de colocar só animais. Os bichos, além de impressionantemente realistas, ficam expostos em cenários que representam seu habitat natural. Então, se um animal for de savana, por exemplo, isso é o que estará representado em sua “vitrine”.

Foto: Fernando Andrade

Maior exemplar de animal do museu, a baleia azul mergulha pendurada no teto do saguão dedicado aos animais marinhos.

O setor dedicado aos animais aquáticos também é muito legal. São diversas vitrines que representam diversos ambientes. Desde focas e leões marinhos, até peixes e gaivotas. Mais uma vez, cada um em seu meio ambiente. Só quem fugiu das “janelinhas” foi essa coisinha pequena aí da foto. Reparem que a baleia azul, em tamanho natural, é tão grande, mas tão grande, que até dificultou a minha vida. Tive que trocar o lado do selo da foto. Aproveitando, primeira dica de foto: quando for fotografar a baleia azul do Museu de História Natural, fique no segundo andar, na diagonal do salão. É provável que seja o lugar com melhor ângulo para você capturar a baleia inteira, com mais detalhes.

Foto: Fernando Andrade

Como não poderia deixar de ser, planetas enfeitam o Rose Center for Earth and Space.

Tem mais uma área que eu gosto muito: Rose Center for Space and Earth, que, mesmo com o inglês ruim, você deve ter entendido que é um centro dedicado ao espaço e à Terra. O centro conta com algumas coisas bem interessantes, como o uma rampa em espiral, que vai mostrando a evolução do universo desde o Big Bang. Outra coisa legal é a balança que mostra qual seria o seu peso na lua. Para alguém que pesa, na Terra, quase 130 kg, foi legal para dar uma melhorada na moral.

Apesar disso, acho que o grande destaque é o Planetário Hayden. Ele conta com dois teatros. Na parte superior, uma projeção em alta resolução mostra com precisão o céu estrelado, como visto da terra. Na parte de baixo, outra projeção, só que contando a história do Big Bang. Honestamente, achei a do Big Bang mais interessante, além de ser narrada pelo Liam Neeson.

Enfim, tem muita coisa, mas coloquei aqui só as partes que eu achei mais legais. Lembrando que gosto é algo muito pessoal, então, obviamente, o ideal é que você vá conhecer e descubra o que você curte mais.

Serviço:
Preço: Pague quanto quiser – Valor sugerido pelo museu: US$ 22,00
Horário: diariamente, de 10h às 17:45 – o museu não abre no Natal e no dia de Ação de Graças.
Como chegar de Metrô: Estação 81st Street – Museum of Natural History (Linhas B e C)

Dicas de fotos:
Na verdade, já dei uma dica semelhante antes, quando fiz a avalização do hotel Universal’s Cabana Bay, de Orlando. Boa parte da coleção do museu fica atrás de vidros, então o objetivo é eliminar o máximo possível de luz do lado em que você se encontra. Muitas vezes, isso não é possível em um ambiente como o do museu, então faça o mais simples: desligue o flash. Em ambientes, como o do leão e da gazela, por exemplo, a iluminação é controlada e o exterior já estava mais escuro, então desligar o flash foi suficiente para conseguir fotos bacanas.

Tem uma coisa que pode funcionar bem, principalmente com câmeras compactas, com lente “interna”, que é colar a câmera no vidro. Honestamente, eu não curto muito, pois isso pode limitar os movimentos.