Passeando por Miami: Marlins Park

Feliz 2016, meu povo!

Já tem um tempinho que não escrevo aqui, mas vocês sabem que fim de ano é período de férias.

Eu já estou de volta ao Rio, mas ainda tenho assunto para falar, de quando eu estava em Miami. O post de hoje, por exemplo, também é de uma atração da Capital da América Latina!

Foto: Fernando Andrade

Além de todas as informações sobre o jogo, o moderno placar do Marlins Park conta com um telão que exibe lances importantes das partidas.

Eu já falei de como é assistir um jogo de beisebol, na postagem sobre o Trapicana Field, em Tampa. Também já falei sobre o tour em um estádio de beisebol, na verdade, a visita ao mais tradicional dos estádios de beisebol, o Yankee Stadium, em Nova York. Só que, em Miami, no Marlins Park, eu vi jogos e fiz um tour.

Eu cheguei a Miami depois que a temporada regular já havia acabado e os Miami Marlins não chegaram à pós-temporada. É uma pena, pois eu gostaria muito de ter assistido um jogo deles, até porque esse é o time do arremessador brasileiro André Rienzo.

Foto: Fernando Andrade

Jogador do Águilas Ciabaeñas tenta alcançar a segunda base, durante o clássico dominicano contra o Tigres del Licey, pela primeira fase da Série de Las Américas.

Apesar disso, lembram que eu disse que Miami é a Capital da América Latina? Então, fazendo jus ao apelido da cidade, o Marlins Park recebeu a Série de Las Américas. O torneio conta com a presença de dois times da Venezuela (Cardenales de Lara e Nevegantes del Magallanes) e dois times da República Dominicana (Tigres del Licey e, o campeão do torneio, Águillas Cibaeñas).

Eu sou suspeito, pois já falei que jogo beisebol e sou fanático pelo esporte, mas assistir aos jogos de equipes latinas é uma experiência muito legal! O clima foi quase de um estádio de futebol! O próprio Miami Marlins, promotor do torneio, incentivava os torcedores a levarem bandeiras e instrumentos musicais, para a festa ser grande.

Foto: Fernando Andrade

Mascote dos Cardenales de Lara, da Venezuela, lamenta eliminação de um jogador, durante a final com daos Águilas Cibaeñas, da República Dominicana. Os dominicanos ficaram com o troféu.

Eu sentei um dia em cada lugar. No primeiro, atrás do center field. No segundo, atrás da terceira base. De qualquer lugar, dos cerca de 37 mil assentos, você vai conseguir ver muito bem o jogo!

Foto: Fernando Andrade Foto: Fernando Andrade

Outra coisa que eu sempre gosto de falar sobre os estádios americanos, e o Marlins Park não é diferente, é a qualidade da comida. Eles têm cachorro-quente e pizza, como a maioria dos estádios, e até os amendoins e biscoitos Cracker Jacks, cantados na música “Take Me Out To The Ball Game”, mas eles vão além!

Durante os jogos do Miami Marlins, eles têm uma área que vende comida com o “Sabor de Miami”. A cidade é muito orgulhosa de suas influências, especialmente a Latina, e da maneira como isso se reflete na culinária. E você consegue encontrar isso em um estádio de beisebol. Infelizmente, não estava funcionando durante a Série, mas a Aline, que mora por lá, ama e diz, inclusive, que comer no Marlins Park vale o esforço de assistir a um jogo de beisebol.

Foto: Fernando Andrade

Uns vão pelo jogo, outros vão pela comida. Seja qual for o motivo, sempre dá para ficar feliz vendo uma partida de beisebol no Marlins Park.

Por falar em ver um jogo de beisebol, em 2017, o estádio vai receber o All-Star Game, o jogo das estrelas da MLB. Sempre tive o sonho de participar de um All-Star Weekend, com jogo das estrelas, Home Run Derby e tudo mais. Se eu estiver por lá, vou tentar ir!

Mesmo quem não curte muito beisebol, mas vai a Miami, vale a pena ficar ligado na programação do estádio, pois sempre tem muita coisa acontecendo. Rola show, jogo de futebol americano, futebol e muito mais, no período em que a temporada de beisebol está parada. Eles sempre publicam todos os eventos na página do estádio.

Foto: Fernando Andrade

Apesar de Miami ser uma cidade de muita chuva em algumas época do ano, o teto retrátil garante que os jogos e eventos possam acontecer em qualquer dia, sem qualquer dificuldade climática.

Bom, além de ver os jogos da Série de Las Américas, eu também fiz o tour do estádio, junto com a minha mãe e a minha irmã. Infelizmente, não conseguimos ver tudo o que o tour tem a oferecer, pois ocorreria um show no dia seguinte, então muita coisa estava fechada, com pessoas trabalhando para colocar assentos, fazer camarins, instalar iluminação, etc.

Para falar a verdade, o próprio tour do da havia sido cancelado. Como eu escrevi para lá, pedindo informações sobre o passeio e tal, acabei sendo convidado para um tour privado, então abriram o estádio só para nós.

Foto: Fernando Andrade

O tour do Marlins Park começa pelo corredor que dá acesso aos assentos próximos ao home plate. Ao fundo, operários montam palco para um show com grandes nomes da música latina, como Alejandro Sanz, Ricky Martin e Laura Pausini.

 

Mesmo assim, sem conseguir ver tudo, foi legal conhecer um pouco mais da história do lugar, da tecnologia implantada no estádio. Por exemplo, o lugar é preparado para que os jogos possam acontecer em qualquer clima, sempre com muito conforto para o torcedor.

O teto retrátil, por exemplo, abre ou fecha em cerca de 15 minutos, dependendo de vai ou não chover. Atrás do center field, no fundo do campo, painéis de vidro também fecham a varanda e, em dias muito quentes, permitem que o sistema de ar-condicionado mantenha a temperatura interna em 24ºC.

Foto: Fernando Andrade

Antes da construção do Marlins Park, concluída em 2012, o terreno abrigava o Orange Bowl, de futebol americano. A história do antigo estádio é contada em painéis instalados nas paredes.

Mesmo com muita coisa fechada, por causa do trabalho dos operários, ainda conseguimos ver algumas coisas bem legais, como a galeria com fotos de jogadores e treinadores que se destacaram na história da franquia (antes de ser Miami Marlins, se o time se chamava Florida Marlins) e o bull-pen (área de aquecimento dos arremessadores reservas).

Foto: Fernando Andrade

Mesmo depois de alguns dias, o bull-pen do Marlins Park ainda mostrava marcas da passagem dos jogadores que disputaram a Série de Las Américas.

Também passamos pelo corredor que dá acesso aos vestiários e à sala de imprensa. Infelizmente, também por causa dos preparativos para o show que aconteceu dias depois da nossa visita, não pudemos entrar.

Uma coisa que aprendi durante o tour, apesar de já ter visto a peça dias antes, durante os jogos, é que o estádio, oficialmente, tem uma obra de arte! Uma escultura do artista plástico Red Grooms, avaliada em cerca de US$ 2,5 milhões, é a atração de quando sai algum home run (rebatida em que a bola sai do campo e o rebatedor avança por todas as bases no mesmo lance). Toda vez que isso acontece, tem marlins saltando em um mar multicolorido, com ilha, gaivotas, palmeiras e tudo mais que é a cara de Miami. Muita gente acha feio, brega e exagerado. Não vou entrar no mérito estético, mas é a cara de Miami.

Foto: Fernando Andrade

De gosto duvidoso e avaliada em US$ 2,5 milhões, a escultura do Home Run conta com marlins saltando, gaivotas e até chafariz, acionados sempre que a bola viaja para fora do campo.

Se é para falar de obra de arte, confesso que curti mais o museu dos bobbleheads (aqueles bonecos com cabeça de mola, que balançam). Ok, não são obras de arte, mas são divertidos. Principalmente para quem acompanha beisebol e conhece as figuras, é bem legal ver jogadores, treinadores, mascotes, locutores e cartolas nas prateleiras, de maneira bem caricata.

E o mais legal é que não são só figuras ligadas ao Marlins, mas a todos os times. E você ainda pode achar seu preferido pelo sistema de busca do computador, que te diz onde cada um está.

Foto: Fernando Andrade

Além de jogadores famosos, os mascotes dos times da MLB também integram a coleção do Museu do Bobblehead, no Marlins Park.

E para os consumistas de plantão, depois do tour ou de um jogo, ainda tem a loja oficial o time. Tem de tudo: bonés e camisas oficiais de jogo, camisetas, ítens autgrafados, relíquias do estádio antigo, bolas e uniformes usados em jogos. Você encontra até mamadeira, babador e roupinhas para bebês, com a logo dos Marlins, obviamente!

Eu, como não poderia deixar de ser, saí de lá com mais bolinha de beisebol para a minha coleção.

Foto: Fernando Andrade

Torcedores e visitantes encontram todo tipo de artigo dos Marlins na loja oficial do clube, do lado de fora do estádio.

Se quiserem conhecer o Marlins Park, o link com informações de ingressos para o tour é http://miami.marlins.mlb.com/mia/ballpark/marlins_park_tours.jsp

Apesar de não falarem português e não entenderem nada que eu tenha postado aqui, quero agradecer ao pessoal do Miami Marlins pelo convite para o tour! Recomendo!

Dica de fotos:

Ao contrário do que acontece em arenas e ginásios da NBA e da NHL, em que não permitem câmeras profissionais com lentes grandes, as teleobjetivas, nos jogos da MLB você pode entrar com uma tele de até 300mm. Isso é o suficiente para você conseguir tirar algumas fotos bem legais.

Já falei isso em outras oportunidades, mas é bom lembrar. Sempre que for fotografar atividades esportivas, se não tiver muito controle da sua câmera, coloque em modo esporte, aquele com o bonequinho correndo. 

Caso opte por utilizar o modo manual, o que é bem mais legal, vá buscando o equilibrio de velocidade, abertura e ISO. Lembrando sempre que uma velocidade mais alta congela o movimento, mas capta menos luz, então você vai ter que compensar isso com uma abertura maior e/ou um ISO mais alto, mais sensível à luz.

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